terça-feira, 16 de abril de 2019

SITUAÇÃO PROBLEMA


SITUAÇÃO PROBLEMA:


Nos foi apresentada uma situação problema que se contextualiza em uma turma composta por 22 alunos presente em uma determinada escola. Durante avaliações realizadas, observou-se que 6 dos alunos apresentam algum tipo de necessidades específicas no processo de ensino-aprendizagem. Após os apontamentos foi solicitado aos familiares que buscassem acompanhamento médico para que diagnósticos mais preciso fossem feito, no entanto, durante o processo as famílias interromperam o acompanhamento e não houve a conclusão do diagnóstico. Diante disso surge tal indagação: qual o posicionamento que a equipe docente  deve tomar diante de tal situação de forma com que a inclusão não seja negligenciada a estes alunos? Para isto, apontaremos algumas perspectivas acerca da função e do papel da escola assim como o papel do docente, fazendo ponte com aspectos encontrados na prática cotidiana da educação escolar e com a garantia de uma educação inclusiva prevista nos documentos normativos.
O início do ano letivo nas escolas marca os primeiros contatos com os novos estudantes e familiares. Nesse momento, é comum que o professor ou a equipe pedagógica comecem a “desconfiar” que um aluno ainda pouco conhecido possa ter alguma deficiência não informada ou sabida pela família. Em geral, nesses casos, a grande preocupação é correr atrás de um diagnóstico que confirme tal hipótese. Esforços nesse sentido são legítimos, principalmente para assegurar direitos. Mas essa, definitivamente, não pode ser a única providência a ser tomada pela escola. A educação inclusiva pressupõe o reconhecimento e a valorização das diferenças. Ou seja, cada um tem o direito de ser como é. Nesse sentido, aspectos relativos ao diagnóstico dos estudantes, assim como qualquer outra de suas características, não podem ser neutralizados ou negados. Conhecê-los pode ajudar os educadores a identificar os apoios necessários para que o aluno participe plenamente e em igualdade de condições da vida escolar. Além disso, ter um laudo é direito do estudante. A Lei Brasileira de Inclusão (LBI) garante “oferta de rede de serviços articulados, com atuação intersetorial, para atender às necessidades específicas da pessoa com deficiência”, assegurando, especificamente, diagnóstico e atendimento clínico.

FUNÇÃO E O PAPEL DA ESCOLA


            escola emerge como uma instituição fundamental para a constituição do indivíduo e para ele próprio, da mesma forma como emerge para a evolução da sociedade e da própria humanidade. A escola como instituição social possui objetivos e metas, empregando e reelaborando os conhecimentos socialmente produzidos.
Traz, portanto, junto de seus objetivos a formação do caráter, valores e princípios morais, que direcionará o aluno a utilizar os conhecimentos aprendidos de maneira eficaz, para que sejam aplicados em favor da sociedade e de uma realidade melhor para todos. É na escola que a criança começa a conviver com o diferente. Saviani (1997), sobre esse aspecto, explica que:

[...] o trabalho educativo é o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens. Assim, o objeto da educação diz respeito, de um lado, à identificação dos elementos culturais que precisam ser assimilados pelos indivíduos da espécie humana para que eles se tornem humanos e, de outro lado e concomitantemente, à descoberta das formas mais adequadas para atingir esse objetivo. (SAVIANI, 1997, p 3)

O PAPEL DO PROFESSOR


O professor se constitui como ator fundamental dentro da escola e se reflete em toda a sociedade, pois ele é um agente ativo na formação de um cidadão. Além de ser um educador, atuando como gestor de aprendizagem, o professor tem influência para orientar e motivar seus alunos desde o primeiro contato do seu filho com a escola. Cabe ao professor, preparar e ministrar o material didático das aulas conforme orientação e conteúdo previamente distribuído, aplicar provas, desenvolver trabalhos em aula e esclarecer dúvidas.

COMO INCLUIR, COM OU SEM DIAGNÓSTICO?
Apesar de sua importância, não conhecer o diagnóstico não inviabiliza a inclusão de nenhuma criança, adolescente ou adulto, qualquer que seja sua deficiência ou características. É muito mais produtivo procurar investir tempo e esforços fazendo do que esperando. Mas, fazendo o quê? Antes de qualquer coisa, buscando conhecer bem o aluno. O ponto de partida para o planejamento de estratégias pedagógicas inclusivas deve ser, sempre, a singularidade do sujeito, com foco em suas potencialidades. Não importa se há ou não um diagnóstico de deficiência. Se, por um lado, é esperado que a proposta curricular seja uma para todo o grupo, por outro, é imprescindível que as estratégias pedagógicas sejam diversificadas, com base nos interesses, habilidades e necessidades de cada estudante. Mas como o professor dá conta disso? Esse processo não precisa ser solitário. É fundamental que todos os envolvidos – inclusive os próprios alunos e familiares– participem. É importante, também, buscar identificar as barreiras à participação e à aprendizagem presentes na escola para superá-las. Vale ressaltar a relevância da participação do atendimento educacional especializado (AEE) nesse processo.
Em articulação com a equipe escolar e a família, o AEE pode contribuir, por exemplo, com tecnologias assistivas (TAs), cujas possibilidades vão desde iniciativas simples, como o velcro que prende o livro ou o tablet à mesa para que não deslize com os movimentos involuntários do estudante, até a escolha e aquisição de softwares leitores de tela. Informações clínicas podem contribuir, mas, na maioria dos casos, não são suficientes para apontar quais TAs são adequadas para cada contexto. Para isso, é preciso conhecer os alunos, como pessoas que são, a fim de reconhecer aspectos que precisam ser compensados por meio de recursos capazes de proporcionar ou ampliar suas habilidades funcionais.
Havendo diagnóstico ou não é preciso ir além, segundo afirma a psicóloga Nana Navarro:

Parece ser uma tarefa oportuna avançar no terreno do trabalho coletivo nas escolas, partindo da demanda construída diante de alunos que em seus processos de escolarização colocam em xeque nossos saberes e problematizam o aprendizado e a convivência. (…) O trabalho pedagógico não pode ser norteado por diagnósticos, mas por perguntas que nos fazem repensar a escola, sua organização e projetos.

A verdade é que a sensação de insegurança quando não sabemos o que fazer pode ser muito mais favorável à aprendizagem dos estudantes do que o contrário. Muitas vezes, quando achamos que sabemos, partimos de pressuposições baseadas em expectativas que não levam em conta as diferenças individuais, a singularidade de cada um dos alunos, tenham eles deficiência ou não. Exercer a docência numa perspectiva inclusiva implica conviver com o desconhecido, com a descoberta, com “a tentativa e o erro”, em um processo contínuo. Reconhecer o direito de cada um ser como é, garantindo oportunidades iguais para todos e estratégias diferentes para cada um, de modo que todos possam participar e aprender, independentemente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça ou deficiência, esse, sim, é o papel da escola. E quando é assim, a hipótese de deficiência nada mais é do que uma característica dentre tantas outras que compõe o universo da sala de aula e orientam o trabalho do professor. Tornando, como diz a especialista britânica em educação inclusiva Jenny Corbett, o termo especial redundante.
Portanto, a ação da equipe multidisciplinar, atuando em conjunto profissionais da saúde e da educação, tem por objetivo o de contribuir de forma significativa para um planejamento de ações pedagógicas, que trabalhando baseado na necessidade específica do aluno com possível diagnóstico, possibilite um melhor desenvolvimento durante o processo de aprendizagem do mesmo.




REFERÊNCICAS:

HAUSCHILD, Caroline Bacelar . Qual a função da Escola?. Acesso: https://www.google.com/search?source=hp&ei=Dhe1XMzkBPe35OUPl-irsAg&q=fun%C3%A7%C3%A3o+da+escola&oq=fun%C3%A7%C3%A3o+da+esc&gs_l=psy-ab.1.0.0l10.2242.7492..8986...0.0..0.388.3274.0j2j11j1......0....1..gws- wiz.....0..35i39j0i131.gUpqbmokork

A função social da escola a partir da formação de sujeitos históricos. Acesso: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/educacao/a-funcao-social-da-escola-a-partir-da-formacaode-sujeitos-historicos/45629

O papel do professor. Acesso: https://www.google.com/search?ei=GBe1XLyrKde_5OUPy9GwiA4&q=o+papel+do+professor&oq=o+papel+do+&gs_l=psy-ab.1.4.0i67j0l9.6428.12871..16397...1.0..4.273.4669.2-20......0....1..gws-wiz.....6..0i71j35i39j0i131.Fe8GiMOcxl8

PAGANELLI, Raquel. O papel da escola quando há hipótese de diagnóstico de deficiência. 2018. Acesso: https://diversa.org.br/artigos/o-papel-da-escola-quando-ha-hipotese-de-diagnostico-de-deficiencia/




LIVRO SENSORIAL


"Era uma vez uma linda menina com deficiência visual e intelectual, nos primeiros anos da escola a menina aprendeu a contar os números..."















As equipes que contribuíram para a elaboração do nosso Livro Sensorial, "Deficiências Múltiplas":

Grupo 1 
Alexandra de Lima Oliveira 
Cristiane Gonzaga da Silva
Luana Yhara Freire da Silva
Cristina Itylane
Edla Alves Brasil
Dálete Priscilla de Albuquerque Pessoa

Grupo 2
Bruna Regina  da Silva Lima
 Samyra da Silva Santos
 Rosane Batista de Souza
Alice Rany Cândido Balbino 
Géssica Catarina França Gomes

Grupo 3
Aracelle de Lima e Silva
Maria Vitória Ferreira Silva
Maíra Avelino da Silva
Poliana Santana Xavier de Souza

Grupo 4
Aldamir Miranda da Silva
Dayana Silva de Andrade
Ercília Darling Amâncio Silvestre Martins
Maria Yasmim Almeida da Silva

Grupo 5:
Janaína Eliziário da Silva Souza
Josué dos santos Souza Eliziário 
Geane Maria da Silva Costa
Malba Maria da Silva Santos


Grupo 6 
Cínthia Souza Silva França 
Ítala Maynara Teixeira  
Ivannilton Adelino de Oliveira 
Kíssila de Melo Santos 
Laudicéa Santos de Castro

Grupo 7
Danielle Fernanda Lopes Matheus Dias
Manoa Pereira Vitorino Martins
Mariana Tenório da Silva Lima
Raíssa Anselmo da Silva

GRUPO 8 (Nosso Grupo):
Eryka Karollyna Leite dos Santos
 Ilton Cesar Mendes da Silva Oliveira
Vitória Cristina Pereira de Oliveira Silva
Monyque da Silva Alves
Natália do nascimento santos
Lucicleide Guedes dos Santos

Grupo 9
Aline Alves Laurentino 
Bruna Larissa Santos da Rocha
Carla Deysiane da Silva Emidio
Jacione dos Santos Nascimento 
Neuma Carla de Oliveira Miranda

Grupo 10
Ana Clara da Silva Fernandes
Enaura Cristina da Silva Santos
Everlane Roberta Rodrigues de Oliveira
Rosivaldo José dos Santos


Desta forma, todos os grupos contribuiriam para a construção do livro "Deficiências Múltiplas".